Com o crescimento das redes sociais, dos aplicativos de mensagens e de novos canais de venda, muitos lojistas passaram a questionar se o e-mail marketing ainda vale a pena.
A resposta é sim.
Quando utilizado de forma estratégica, o e-mail continua sendo um canal importante para gerar vendas, recuperar clientes e fortalecer o relacionamento com quem já demonstrou interesse pela marca.
O problema não está no e-mail marketing, mas na forma como ele é utilizado.
Diferentemente das redes sociais, nas quais o alcance depende do algoritmo, o e-mail permite que a empresa se comunique diretamente com sua base de contatos. Isso significa que a loja não precisa depender apenas de publicações, anúncios ou de uma nova visita ao site para manter o relacionamento com o cliente.
Além disso, quem se cadastra em uma lista normalmente já demonstrou interesse pela marca, pelos produtos ou por alguma oferta. Por esse motivo, esse público tende a estar mais próximo de realizar uma compra do que alguém que ainda não conhece a loja.
Um dos erros mais comuns é utilizar o e-mail marketing somente para divulgar descontos.
Embora campanhas promocionais possam gerar resultados, uma estratégia baseada apenas em preço pode cansar o público e reduzir a percepção de valor da marca.
O e-mail também pode ser utilizado para:
Apresentar lançamentos;
Divulgar novas coleções;
Comunicar reposições de estoque;
Recuperar carrinhos abandonados;
Recomendar produtos relacionados;
Manter o relacionamento depois da compra.
Em uma recuperação de carrinho, por exemplo, nem sempre é necessário oferecer desconto.
Muitas vezes, o cliente apenas foi interrompido, ficou com alguma dúvida ou decidiu concluir a compra mais tarde. Um lembrete claro, enviado no momento certo, pode ser suficiente para fazer com que ele retorne ao checkout.
A mensagem também pode destacar informações importantes, como:
Formas de pagamento;
Prazo de entrega;
Segurança da compra;
Disponibilidade do produto.
O mesmo vale para lançamentos e novidades. Em vez de enviar o mesmo conteúdo para toda a base, a loja pode segmentar os contatos de acordo com compras anteriores, produtos visualizados ou categorias de interesse.
Isso torna a comunicação mais relevante e aumenta as chances de clique e conversão.
O relacionamento com o cliente não deve terminar após a confirmação do pedido.
O e-mail pode continuar sendo utilizado no pós-venda, com orientações sobre o produto, sugestões de uso, recomendações complementares, pedidos de avaliação e comunicações de recompra.
Esse tipo de contato ajuda a melhorar a experiência, fortalece a confiança na marca e aumenta as chances de o cliente voltar a comprar.
Para que a estratégia funcione, a segmentação é essencial.
Um cliente que acabou de realizar uma compra não deve receber imediatamente a mesma oferta enviada para quem ainda não comprou.
Da mesma forma, pessoas interessadas em determinada categoria podem não se identificar com conteúdos sobre produtos completamente diferentes.
A base de contatos pode ser organizada de acordo com:
Histórico de compras;
Produtos visualizados;
Carrinhos abandonados;
Frequência de compra;
Tempo desde a última compra;
Categorias de interesse.
Muitas dessas mensagens podem ser automatizadas.
É possível criar sequências para diferentes momentos da jornada do cliente, como:
Boas-vindas;
Recuperação de carrinho;
Acompanhamento de pedido;
Pedido de avaliação;
Recomendação de produtos;
Recompra;
Reativação de clientes inativos.
Com as automações, a loja mantém o relacionamento com a base sem depender de envios manuais todos os dias.
Para que a estratégia funcione, é importante evitar:
Mensagens em excesso;
Assuntos enganosos;
Listas de contatos compradas;
Conteúdos sem segmentação;
E-mails que não funcionam bem no celular.
Também é fundamental respeitar a privacidade dos contatos, permitir o descadastro e trabalhar apenas com pessoas que autorizaram o recebimento das comunicações.
Os resultados devem ser acompanhados por meio de indicadores como:
Taxa de abertura;
Taxa de cliques;
Conversões;
Faturamento gerado;
Descadastros;
Desempenho das automações.
Esses dados ajudam a entender quais conteúdos, ofertas e assuntos despertam mais interesse no público.
Sim, mas precisa ser planejado.
O e-mail marketing continua sendo uma ferramenta relevante para e-commerce porque permite uma comunicação direta, segmentada e automatizada.
Mais do que enviar promoções, a estratégia deve acompanhar o cliente em diferentes momentos, desde o primeiro contato até o pós-venda e a recompra.
Quando a loja envia a mensagem certa, para a pessoa certa e no momento adequado, o e-mail deixa de ser apenas mais um canal de comunicação e passa a contribuir diretamente para o crescimento do negócio.
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